quinta-feira, 31 de maio de 2007

Uma bolha sobre o fundo do mar
Uma palavra sobe das funduras do silêncio
Inesperada,emissária de um mundo esquecido
Nosso mistério,nossa oração
Há palavras que dizemos e outras que se dizem
Existe em nós,não atenderam nossa voz
São como vento que sopra onde quer
Se ouvimos um sopro,palavras de oração
Passaro selvagem que habitam em nos
Longe do que sabemos,no lugar do sonho
Fora da morada dos pensamentos
Temos medo das palavras que se dizem
Por isso,falamos palavras contra palavras
Quando orares não sejais como artistas
Que falam palavras que não são suas
Que usam mascaras decoradas
Entra no silencio longe dos outros
Que as palavras se dirão,depois da espera
Entra no silêncio,longe dos muitos
E escuta uma única palavra
Que ira subir do fundo do mar
Basta ouvir uma voz e depois o silêncio.

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